A levedura realiza a fermentação do açúcar com o objetivo de conseguir a energia química necessária a sua sobrevivência, sendo o etanol apenas e tão somente um subproduto desse processo.
A energia química utilizada pela levedura para sua sobrevivência (manutenção, crescimento e multiplicação) é conseguida de uma molécula especial, o ATP (Trifosfato de adenosina). Tal molécula é sintetizada pela própria levedura na proporção em que é necessária, utilizando-se principalmente da energia química embutida nas moléculas de carboidratos (açúcar).
O processo desenvolvido pela levedura para conseguir ATP necessário consiste na degradação de açúcares (sacarose, glicose, frutose e lactose, etc.) mediante uma seqüência de reações químicas, catalisadas enzimaticamente e de ocorrência intracelular. Assim, o açúcar é fragmentado resultando em gás carbônico e etanol, os quais, não tendo utilidade para a levedura, são excretados para o meio exterior. Tal processo não utiliza oxigênio e se consiste no mecanismo para gerar ATP em condições anaeróbicas.
O açúcar não é apenas fonte de energia (ATP), mas também fornece a base para formação do material celular no crescimento e multiplicação (aminoácidos, ácidos graxos, bases nitrogenadas, que irão constituir as proteínas, lipídeos, ácidos nucleicos, etc.).
Durante a fermentação parte do açúcar consumido acaba sendo desviada para a produção de células, bem como para formação de produtos secundários da fermentação (glicerol, ácidos orgânicos, álcoois superiores, etc.).
Tendo em vista que as leveduras exigem diversos íons inorgânicos em concentrações variadas para manifestarem ótimos crescimento e rendimento fermentativo, a nutrição mineral da levedura na fermentação alcoólica é um fator essencial para que as condições de obtenção de etanol sejam maximizadas.
O desequilíbrio entre os nutrientes minerais na fermentação alcoólica provoca alterações metabólicas significativas. As necessidades de nitrogênio e fósforo são mais facilmente justificáveis por integrarem constituintes celulares tanto estruturais quanto metabolicamente ativos. Já os íons minerais estão predominantemente implicados na atividade enzimática, desta forma o mineral pode funcionar como o centro catalítico de uma enzima (Zn/Cu), como ativador ou estabilizador da função enzimática (K/Mg/N), como mantenedor de um controle fisiológico, pela ação antagônica exercida entre os íons e ainda do ponto de vista estrutural, atuando como neutralizadores de forças eletrostáticas em diversas unidades celulares aniônicas (K/Ca/Mg/Zn) neutralizando cargas negativas do DNA, RNA, proteínas, membranas fosfolipídicas e fosfomananas da parede celular.
Os NUTRIENTES BALANCEADOS BIOCANE corrigem o desequilíbrio entre os nutrientes essenciais à levedura, tornando a membrana e parede celular mais resistentes, estimulando a multiplicação celular através de maior consistência no brotamento, aumentando a viabilidade celular, benefícios estes que resultam no incremento do rendimento fermentativo.

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