Os depósitos progressivamente formados durante o processo de evaporação do caldo nos tubos do evaporador são responsáveis por inúmeros inconvenientes com a limitação da capacidade de evaporação. Estes depósitos se tornam tão extensivos que diminuem significativamente a transferência de calor, implicando em um xarope não suficientemente concentrado. Isto requer uma parada na fabricação de açúcar durante determinado período para realização de limpeza.
Dependendo da natureza dos depósitos, a condutividade térmica será baixa se comparada com a condutividade térmica dos materiais dos quais são feitos os tubos:
| Aço | 40,0 Kcal/m.h.ºC |
| Bronze | 90,0 Kcal/m.h.ºC |
| Cobre | 320,0 Kcal/m.h.ºC |
| Silicatos | 0,2-0,4 Kcal/m.h.ºC |
| Carbonatos | 0,4-0,6 Kcal/m.h. ºC |
| Sulfatos | 0,6-1,0 Kcal/m.h.ºC |
A perda de condutividade térmica resulta em decréscimo do Brix do xarope, e traz reflexos no consumo de vapor, elevando os custos de energia, de tratamento de água da caldeira e consumo de bagaço.
Além disso, ocorre um decréscimo progressivo no fluxo de caldo a ser evaporado, chegando ao ponto de insuficiência de xarope para manter um nível de produção mínimo.
A coluna de destilação é, sem dúvida, o equipamento mais crítico da destilaria de álcool. Como em outros equipamentos ou sistemas industriais, dotados de superfícies trocadoras de calor, a coluna de destilação de álcool está sujeita à ação prejudicial dos sais incrustantes, os quais se depositam em suas superfícies metálicas, formando incrustações que possuem baixa capacidade de transferência de calor.
Estes sais, cujos principais cátions são o cálcio e magnésio, encontram-se na solução hidroalcoólica a ser destilada e são oriundos dos elementos componentes do substrato para fermentação.
Em decorrência da baixa solubilidade no vinho aquecido, os sais incrustantes precipitam-se rapidamente sobre as partes metálicas da coluna de esgotamento de vinho, sob a forma de cristais de extrema aderência atingindo, sobretudo, as tubulações, bandejas e canecas, além dos trocadores de calor por onde fluem a vinhaça como fonte térmica e o vinho como refrigerante.
A presença destes depósitos gera, portanto, uma queda no rendimento industrial, evidenciada pelas perdas crescentes de álcool na vinhaça e pela maior demanda de vapor.
Os ANTIINCRUSTANTES BIOCANE possuem agentes capazes de complexar e manter em suspensão os sais, prevenindo a formação dos cristais através do aumento do limite de solubilidade, agindo também na gradativa remoção das incrustações já instauradas que o processo de limpeza mecânica não atingiu.
A ação dos ANTIINCRUSTANTES BIOCANE promove a dispersão das partículas, o efeito antiprecipitante e a distorção dos cristais, beneficiando a superfície metálica, a troca térmica e a produção.
Biocane Química Industrial Ltda.
Piracicaba - SP - Brasil
Fone: (19) 3421-2080 / 3413-5066