Os principais focos de contaminação microbiana no processo de fermentação alcoólica são originários na própria matéria-prima, da água dos mostos (geralmente não tratada) e das condições operacionais da destilaria. O número acentuado de microorganismos tem forte tendência de se multiplicar no processo produtivo.
O mosto em fermentação contém microorganismos que, com o decorrer do tempo, inibirão o desenvolvimento da levedura que foi adicionada intencionalmente ao meio, para promover a transformação do açúcar em álcool. Em períodos de chuva a incidência de microorganismos infecciosos no caldo é agravada e pode chegar à ordem de 108 até 109 UFC/ml, o que acarreta sérios problemas para a unidade produtora.
Dentre as várias bactérias que normalmente se encontram presentes no caldo de cana, destacam-se as dos gêneros Leuconostoc, Lactobacillus, Acetobacter, Bacillus, Clostridium e Streptococcus, as quais consomem parte do açúcar destinado à produção de álcool, acarretando desta forma, queda no rendimento industrial da destilaria. Estes microorganismos também são responsáveis por fermentações secundárias impróprias ao processo, tais como: acética, butírica, dextrânica e láctica, que afetam sensivelmente a qualidade do álcool obtido. Especialmente, Leuconostoc, bactéria Gram + que ocorre com grande freqüência no caldo, é a responsável pela formação de dextranas. A tabela abaixo mostra, de forma resumida, os produtos metabólicos de origem microbiana que afetam a fermentação alcoólica.
Não obstante os prejuízos causados à fermentação dos açúcares, estas bactérias, através de seus produtos metabólicos provocam o entupimento de peneiras e tubulações, obstrução de bombas e filtros dos trocadores de calor, trazendo transtornos e dificuldades operacionais.
| Gênero dos Microorganismos | Produto Metabólico |
| Leuconostoc | Dextrana |
| Bacillus | Levâneo |
| Acetobacter | Ácido Acético |
| Lactobacillus | Ácido Láctico |
Os produtos metabólicos resultantes na atividade microbiana alteram as características de tensão superficial dos mostos, através da formação de substâncias tensoativas. Como conseqüência ocorre uma intensa formação de espuma de alta estabilidade que, também, contribui para o agravamento desse problema comum a todas destilarias.
O emprego dos ANTIBIÓTICOS BIOCANE nas dosagens recomendadas, maximiza o controle dos microorganismos não desejáveis, possibilitando a condução eficaz do processo fermentativo dentro de parâmetros que visam a otimização do rendimento industrial da destilaria.
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